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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Ceto

Keto (ou Ceto) era uma deusa marinha que personificava os perigos do mar. Era mais especificamente a deusa das baleias, grandes tubarões e monstros marítimos (ketea, no grego). Ela casou-se com seu irmão, o deus Fórcis do mar, e produziu uma legião de monstros terríveis: Equidna, Cila, Ladon, as Greias, e as Górgonas.

Como a mãe de Cila, Ceto também foi chamada Krataiis (das pedras), Lamia (o tubarão), e Trienos (três-vezes). O último título a coloca como igual de Caríbdis. Krataiis também é identificada ou confundida com a deusa Hekate, de quem o poder se estende sobre o mar. Também havia um rio chamado Krataiis, na Itália.

Fonte: http://www.theoi.com/Pontios/Keto.html

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Anfitrite

Anfitrite era a deusa rainha do mar, a esposa do Rei Poseidon. Alguns dizem que era uma das cinquenta Nereidas, outros uma Oceânida, mas a maioria simplesmente a descreve como a personificação feminina do mar: a gemente mãe dos peixes, focas e golfinhos. Assim ela era essencialmente a mesma que Tálassa. Quando Poseidon pediu sua mão em casamento a primeira vez, ela desviou de seus avanços, e se escondeu longe, perto de Atlas nas partes desconhecidas do mundo. O deus-golfinho Delfin a encontrou e a convenceu a voltar para casar-se com o rei do mar.

Anfitrite é mostrada na arte de vasos gregos como uma mulher joven, muitas vezes erguendo sua mão em um gesto de beliscar. Algumas vezes está segurando um peixe. Na arte de moisaico ela normalmente está ao lado de Poseidon em uma carruagem liderada por cavalos com caudas de peixe ou hippokampoi. Às vezes seu cabelo está segurado por uma rede e seu testa adornada com "chifres" de garras de carangueijo.

Seu nome provavelmente vem das palavras gregas amphis e tris, "o terceiro envolvente". Seu filho Tritão foi nomeado "do terceiro". Claramente, "o terceiro" é o mar, mas a razão para esse termo é desconhecida. Sua equivalente romana é Salácia, que significa "a salgada".

Fonte: http://www.theoi.com/Pontios/Amphitrite.html

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Nyx

Nyx era a deusa da noite, uma dos Protogenoi (primeiros deuses elementais). Na cosmogonia de Hesíodo, ela nasceu do ar (Khaos), e com a escuridão (Erebos) produziu luz (Éter) e o dia (Hemera), os primeiros compondentes do universo primordial. Sozinha, ela deu a luz a muitos espíritos escuros, incluíndo as três Moiras, o sono, a morte, o sofrimento e a dor.

Nyx normalmente era representada simplesmente como a substância da noite: um véu de névoa escura erguida do mundo inferior que saia da luz de Éter. Seu oposto era Hemera, que desintegrava a névoa noturna, e Eos, a deusa do amanhecer.

Na arte antiga, Nyx era mostrada como uma deusa alada ou em uma carruagem, às vezes coroada com uma aura de névoa escura.

Fonte: http://www.theoi.com/Protogenos/Nyx.html

Básico: Ártemis

Na mitologia grega, Ártemis é filha de Zeus e Leto, e a irmã gêmea de Apollo. Ela é a deusa hellênica das florestas e montanhas, virginidade/fertilidade, e da caça, normalmente mostrada carregando arco e flecha. O cervo e o cipreste são sagrados para ela. Nos futuros anos do hellenismo, ela assumiu o papel de Eileithya na ajuda de partos e proteção de mulheres grávidas, e nos tempos romanos foi identificada com Diana. É dito que Ártemis ajudou sua mãe a dar luz à Apollo imediatamente depois de seu próprio nascimento.

Ártemis foi uma das deusas mais antigas e mais adoradas. Sua associação (tardia) com a lua tem pouco fundamento mas pode ser atribuída a sua associação com Diana durante o período romano. Por extensão, ela veio a ser identificada com Selene, uma titã que era a deusa da lua, e mostrada com uma lua crescente acima de sua cabeça. Ela também foi associada com a deusa Artume dos etruscos.

Fonte: http://www.witchipedia.com/artemis

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Athena

Athena é a grande deusa Olímpia de conselhos sábios, guerra, defesa das cidades, feitos heróicos, tapeçaria, cerâmica e outras artes. Ela era mostrada com um capacete, armada com escudo e lança, e usando o égide de cobra em seu peito e braço, adornado com a cabeça monstruosa de Gorgon.

Os mitos mais famosos sobre Atena são:
  • Seu nascimento da cabeça de Zeus;
  • Sua concorrência com Poseidon sobre Atenas;
  • A Guerra dos Gigantes;
  • A tentativa de estupro feita por Hefestos;
  • A ajuda dada a Perseu em sua jornada para matar o Gorgon;
  • A ajuda dada aos Argonatas para encontrar o novelo de ouro;
  • A assistência dada a Hércules em suas doze tarefas;
  • O concurso de tecelagem com Arácnia;
  • O Julgamento de Paris;
  • A Guerra de Tróia.
Fonte: theoi.com/Olympios/Athena.html

domingo, 20 de novembro de 2011

A Deusa - Scott Cunningham

A Deusa é a mãe universal. Ela é a fonte de fertilidade, sabedoria infinita, e carinho amoroso. Como os Wicca a conhecem, ela normalmente é de três aspectos: a donzela, a mãe, e a avó, simbolizada na lua crescente, cheia e minguante. Ela é ao mesmo tempo o campo não arado, a colheita completa, e a terra dormente, coberta pela geada. Ela dá a luz à abundância. Mas como a vida é seu presente, ela a empresta com a promessa da morte. Isso não é escuridão e esquecimento, mas um descanso do peso da existência física. É a existência humana entre encarnações.

Como a Deusa é natureza, toda a natureza, ela é tanto a sedutora e a mulher velha; o tornado e a fresca chuva da primavera; o berço e o túmulo.

Mas mesmo que ela possua ambas as naturezas, os Wicca a reverenciam como a doadora da fertilidade, do amor e da abundância, mesmo que também reconhecam seu lado escuro. Nós a vemos na lua, no mar silencioso em constante movimento, e no verde crescer da primeira primavera. Ela é a personificação de fertilidade e amor.

A Deus foi conhecida como a Rainha do Céu, Mãe dos Deuses, que fez os Deuses, a Fonte Divina, a Matriz Universal, a Grande Mãe e diversos outros títulos.

Muitos símbolos são usados na Wicca para honrá-la, como o caldeirão, cálice, labrys, flores de cinco pétalas, o espelho, colar, concha, pérola, prata, esmeralda... para citar alguns.

Como ela domina a terra, o mar e a lua, suas criaturas são variadas e numerosas. Algumas inclúem o coelho, o urso, a coruja, o gato, cão, morsego, ganso, vaca, golfinho, leão, cavalo, corruíra, escorpião, aranha, e abelha. Todos são sagrados para a Deusa.

A Deusa foi retratada como uma caçadora correndo com seus cães; uma divindade celestial andando pelo céu com poeira estrelar caindo de seus pés; uma mãe eterna com gravidez em fase avançada; a teçelã de nossas vidas e mortes; a velha mulher andando na minguante luz da lua procurando os fracos e abandonados, e como muitos outros seres. Mas não importa como a vemos, ela é onipotente, imutável, eterna.

Fonte: o livro "Wicca: A Guide for the Solitary Practitioner" por Scott Cunningham
 pt: "Wicca: Um Guia para o Praticante Solitário"

sábado, 19 de novembro de 2011

Origens do Sol Feminino

Em tempos arcáicos, as pessoas viam o sol em seu brilho e glória, aquele que dá calor e luz e vida, como a força da mulher. Um aspecto de paixão da grande mãe, a versátil faz-tudo que move-se para frente e apoia toda a vida. Ela é a deusa dos céus iluminados, Amaterasu Omikami, no Japão, e a rainha do céu e da terra, Arinna, na Mesopotâmia. Ela era Yhi, mulher sol, para os Arunta da Austrália. Irmã sol era conhecoida em Anatolia, Sibéria, e na América antiga.

O norte da Europa ainda tribal também a conhecia. Os alemãos a chamavam de Sunna, assim como os noroeguêses. Na Escandinávia, ela era Glory-of-Elves (Glória dos Elfos) ou Sol. Os Eddas dizem que no fim do mundo, ela dará a luz a uma filha que será o novo sol, a próxima criação. O mundo de luz ainda por vir. Ela também era Sol para os Celtas, assim como Sul ou Sulis. Suas celebrações aconteciam em campos abertos ou no topo de morros, acima dos riachos. Um lugar muito usado em cerimônias era Sulbury Hill (Morro de Sulbury), e as fontes de banho, uma vez chamadas Aquae Sulis, eram o lugar para altares romanos para Sul Minerva.

A grande mãe na Índia antiga era Aditi, a mãe dos doze espíritos do zodíaco, os Adityas que "revelariam sua luz no dia final". O Mahanirvanatantra descreve o sol como roupas douradas de luz que cobrem a grande deusa. "Sol, o mais glorioso símbolo no mundo físico, é a vestimenta d'Ela que 'veste-se com o sol'."

Monges budistas tântricos saudavam a deusa do sol, Marici, ao amanhecer, cantando a ela. Marici, ou Mari, foi uma precursora da Maria cristã. O Novo Testamento, no livro de Revelações, se refere a ela como a "mulher vestida com o sol".

Alguns místicos do Cristianismo em seus primeiros dias olhavam para o sol, o manto brilhante que cobre os ombros de Nossa Senhora, até que "ficavam cegados pela luz". A teoria sendo que uma vez que contemplavam o brilho magnífico, não havia mais nada dígno de ser visto. O sucesso dessa prática parecia ser um caminho certo para a santidade. Um paralelo estranho é Santa Lúcia, que removeu os próprios olhos para desencorajar avanços sexuais e parceiros não desejados. No escuro, com quem ela realmente amava, ela foi dada a visão da luz de sua fé.

A deusa não foi sempre o próprio sol, mas muitas vezes a força por trás dele. De acordo com a mitologia grega, Leto botou um ovo que produziu dois filhos, o sol e a lua, Apollo e Artemis. A deusa egípcia Hathor chocou o "ovo dourado do sol" no amanhecer da criação. O deus do sol, Osiris-Ra, morreu a cada noite para voltar ao útero da grande mãe, do "portão" da qual ele nascia a cada manhã. O mesmo é dito do deus do sol dos Maori, que deve descer à caverna uterina das Águas da Vida para ser regenerado a cada dia.

Com o advento da patriarquia, o sol sofreu uma troca de sexo. Profunda, essa mudança de sexo foi uma demonstração da evolução do lado esquerdo do cérebro, a descida da razão sobre a paixão. A divindade feminina foi destronada e descartada. Seu domínio caiu, seua autoridade foi removida, sua adoração poluída. O sol, com o poder de seu brilho, sua presença forte e grande potencial, veio a se tornar um princípio masculino, o poder do pensamento racional. A lua, reflectiva, mais súbita e parecendo errádica, veio a ser associada com o feminino na maior parte das culturas. Mesmo que as características do sol sejam aparentemente masculinas, retém sua designação feminina nas línguas do norte da Europa, nos países árabes, e no Japão.

Na mitologia mesopotâmica, a deusa do sol, Estan, tornou-se Istanu, o deus do sol. Na arábia pré-islâmica, a deusa do sol era conhecida como a Tocha dos Deuses, Atthar ou Al-llat. Ela era honrada todos os dias nos altares ao topo das casas. Seu nome foi subsequentemente masculinizado, e virou Allah. Seu outro nome, Shams, e seus atributos, evoluíram para o deus do sol Shams-On. O deus do sol babilônio era Shamash, claramente relativo. O nome hebreu para o sol, assim como a apelação do personagem bíblico Sansão, também vieram de seu nome.

Esse verão vamos todos refletir e radiar a energia quente e nutritiva do Sol em toda sua glória.

Fonte: huffingtonpost.com/donna-henes/sun-goddess_b_884568.html